No
Mês das Mães, o Brasil ultrapassou a marca de 1 milhão de gestantes vacinadas
no SUS contra o vírus sincicial respiratório (VSR), principal
causador da bronquiolite em bebês. A vacina, ofertada de forma inédita
pelo Sistema
Único de Saúde (SUS), protege os recém-nascidos desde os primeiros dias
de vida, fase em que o risco de complicações respiratórias é maior. No Acre,
entre dezembro de 2025 e maio de 2026, já foram aplicadas 4.735 doses da vacina
em gestantes, o que representa 80% de cobertura vacinal no estado.
“O
Brasil voltou a ser referência em vacinação. Alcançamos a maior cobertura
vacinal infantil dos últimos nove anos e derrotamos o negacionismo daqueles que
atacaram as vacinas e enfraqueceram o Programa Nacional de Imunizações. Em três
anos e meio, reconstruímos o PNI, incorporamos novas vacinas e ampliamos, ano
após ano, a proteção da população. Seguiremos fortalecendo o SUS para garantir
mais acesso à imunização e mais saúde para todos os brasileiros”, afirma o
ministro da Saúde, Alexandre Padilha.
O
avanço da vacinação já reflete nos indicadores de saúde infantil. De janeiro a
abril de 2026, as internações de crianças menores de dois anos por Síndrome
Respiratória Aguda Grave (SRAG) associada ao VSR caíram 52% em comparação com o
mesmo período de 2023, passando de 6,8 mil para 3,2 mil casos. Os óbitos também
registraram queda de 63% — de 72 para 27 mortes.
A
vacina foi incluída na rede pública em 2025, após análise técnica e
recomendação da Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS
(Conitec). A medida representa um avanço significativo para a saúde pública,
especialmente considerando que, na rede privada, a mesma vacina pode custar até
R$ 1,5 mil.
Ao
todo, 1,8 milhão de doses foram distribuídas para a proteção de gestantes a
partir da 28ª semana de gestação. A estratégia está ativa em todo o país, nas
Unidades Básicas de Saúde (UBSs), e busca garantir proteção antes do período de
maior circulação do vírus, que costuma atingir o pico entre os meses de abril e
maio.
A
vacina estimula a produção de anticorpos pela mãe, que são transferidos ao bebê
ainda durante a gestação. Essa proteção é fundamental nos primeiros meses de
vida, fase de maior vulnerabilidade às complicações respiratórias. Estudos
clínicos demonstram eficácia de 81,8% na prevenção de doenças respiratórias
graves em bebês nos primeiros 90 dias após o nascimento.
Estratégia
ampliada: vacina e anticorpo monoclonal
Além
da vacinação de gestantes, o Ministério da Saúde também oferta o nirsevimabe,
um imunobiológico que garante proteção imediata contra o VSR. O medicamento é
indicado para recém-nascidos prematuros (até 36 semanas e 6 dias de gestação) e
crianças de até 23 meses com comorbidades, como cardiopatias congênitas e
doenças pulmonares crônicas.
Diferentemente
das vacinas tradicionais, o nirsevimabe é um
anticorpo monoclonal pronto, que passa a atuar logo após a aplicação, sem a
necessidade de o organismo produzir anticorpos ao longo do tempo. A estratégia
complementa as medidas adotadas pelo SUS para prevenir casos graves de
bronquiolite em bebês.
Administrado
em dose única, o medicamento oferece proteção por até seis meses e foi
disponibilizado prioritariamente em maternidades e na Rede de Imunobiológicos
para Pessoas com Situações Especiais (CRIE).
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Fonte _ Saúde.gov
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