quarta-feira, 31 de dezembro de 2025
AO VIVO: Acompanhe o sorteio da Mega da Virada 2025!
Seis apostas ganhadoras irão dividir o maior prêmio da história das Loterias Caixa, no valor de R$ 1.091.357.286,52 —uma feita em lotérica de João Pessoa (PB), outra de Ponta Porã (MS) e outra de Franco da Rocha (SP), além de outras três realizadas pela internet. Cada uma vai receber R$ 181.892.881,09.
terça-feira, 23 de dezembro de 2025
Governo do Brasil libera recursos do FGTS retidos de trabalhadores do Saque-Aniversário
O Governo
do Brasil publicou, nesta terça-feira (23), a Medida Provisória nº 1.331, que permite, de forma
temporária, a liberação do saldo do FGTS que estava retido para trabalhadores
que optaram pelo Saque-Aniversário e foram demitidos entre janeiro de 2020 e 23
de dezembro de 2025.
Serão
liberados cerca de R$ 7,8 bilhões do FGTS para aproximadamente 14,1 milhões de
trabalhadores. O pagamento será feito em duas etapas. A primeira parcela será
paga até o dia 30 de dezembro, com valores de até R$ 1,8 mil, conforme o saldo
disponível na conta do FGTS. A segunda parcela, com o valor restante, será paga
até o dia 12 de fevereiro de 2026.
A
maioria dos trabalhadores, cerca de 87%, receberá o dinheiro diretamente na
conta bancária cadastrada no aplicativo do FGTS. Já os 13% que não têm conta
cadastrada poderão sacar o valor nos caixas eletrônicos da CAIXA, nas casas
lotéricas ou nos pontos CAIXA Aqui.
Segundo
o ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho, a medida faz parte do esforço
do Governo do Brasil para reduzir os impactos negativos da Lei do
Saque-Aniversário sobre os trabalhadores demitidos. “Estamos corrigindo
injustiças criadas pela lei do Saque-Aniversário, que castiga o trabalhador
quando ele é demitido. Estamos fazendo isso enquanto não surgem as condições
políticas para que essa lei seja revogada”, afirmou o ministro.
Dos 14,1 milhões de trabalhadores que podem sacar o FGTS por meio da Medida
Provisória, parte deles tem o saldo comprometido com empréstimos bancários e,
por isso, não poderá receber o valor integral. Além disso, há trabalhadores que
têm todo o saldo comprometido e não possuem valores disponíveis para saque. A
consulta do saldo pode ser feita diretamente no aplicativo do FGTS.
Desde
2020, o Saque-Aniversário já liberou cerca de R$ 192 bilhões do FGTS. Desse
total, 40% foram pagos diretamente aos trabalhadores, enquanto 60% foram
destinados aos bancos, que anteciparam os valores por meio de empréstimos.
Atualmente, cerca de 40 milhões de trabalhadores aderiram ao saque-aniversário,
e 28,4 milhões deles têm empréstimos ativos nessa modalidade. O FGTS atende
aproximadamente 130 milhões de trabalhadores.
Primeira
e Segunda parcelas
Primeira
parcela (dezembro): R$ 3,9 bilhões, com liberação de até R$ 1.800,00
limitado ao saldo disponível no FGTS por conta vinculada. O valor será
creditado automaticamente na conta cadastrada no aplicativo do FGTS.
Segunda
parcela (fevereiro): R$ 3,9 bilhões, liberados como saldo
remanescente para trabalhadores que possuíam valor superior a R$ 1.800,00 para
receber. A segunda parte do pagamento ocorrerá até o dia 12 de fevereiro de
acordo com calendário a ser divulgado pela Caixa Econômica Federal.
Clique aqui e saiba como funciona o Saque-Aniversário.
Fonte _ Ministério do Trabalho
Anvisa proíbe Raia Drogasil de vender medicamentos das marcas Needs e Bwell
A Anvisa proibiu
a venda e a divulgação de todos os medicamentos da
Needs e Bwell, marcas próprias das farmácias Drogasil e Droga Raia. Segundo o
órgão, a Raia Drogasil S.A. não tem autorização para produzir os fármacos.
A
decisão foi publicada no Diário Oficial nesta terça-feira (23). A proibição se
estende para a comercialização no sites das drogarias e se aplica a qualquer
pessoa física, jurídica ou veículo de comunicação que comercialize ou divulgue
os produtos.
Em
nota, a RD
Saúde afirma que os medicamentos são produzidos por indústrias
farmacêuticas licenciadas e autorizadas pela Anvisa, seguindo as normas
regulatórias.
"A
RD Saúde não é indústria e não produz medicamentos. Os produtos das duas marcas
estão devidamente registrados na agência reguladora. A empresa vai detalhar
seus procedimentos em recurso administrativo a ser apresentado à Anvisa",
diz o texto.
A
Needs foi lançada em 2010 e se tornou o carro-chefe entre as marcas próprias da
empresa. Ela surgiu oferecendo produtos básicos em categorias como higiene,
primeiros socorros e beleza. No
portfólio, estão itens como protetores solares, testes de gravidez, sabonetes,
xampus, hidratantes, absorventes, repelentes e lenços umedecidos.
Lançada
em 2023, a Bwell é o segundo selo em faturamento e oferta produtos como
multivitamínicos, suplementos alimentares, paracetamol, magnésio, lactase
e melatonina,
entre outros.
No
início do mês, a RD Saúde obteve
licença para produção e venda de mais de 20 moléculas de
medicamentos que não necessitam de prescrição médica (OTC) sob a Bwell,
prevista para ter início em 2026.
Líder
do mercado, o grupo surgiu em 2011 a partir da fusão entre a Droga Raia e a
Drogasil, e hoje conta com cerca de 3.400 farmácias pelo país.
Fonte _ Folha
Ministério da Saúde amplia prazo de resgate vacinal contra o HPV para jovens de 15 a 19 anos até 2026
Ministério
da Saúde prorrogou até o primeiro semestre de 2026 a estratégia de resgate
vacinal contra o HPV destinada a jovens de 15 a 19 anos que não
receberam a vacina na idade recomendada. A iniciativa, que estava prevista para
encerrar em dezembro deste ano, seguirá vigente até a realização da Campanha de Vacinação nas Escolas, ampliando o acesso
desse público à imunização.
A
estimativa é vacinar cerca de 7 milhões de jovens nessa faixa etária que ainda
não foram vacinados contra o HPV no país. Até dezembro de 2025, foram aplicadas
208,7 mil doses da vacina no âmbito da estratégia de resgate, sendo 91 mil em
meninas e 117,7 mil em meninos.
“Ao
ampliar o prazo da estratégia de resgate, o Ministério da Saúde possibilita que
adolescentes e jovens que perderam a oportunidade de se vacinar entre os 9 e 14
anos garantam sua proteção individual e contribuam para a redução da circulação
do vírus na população”, destacou o diretor do Programa
Nacional de Imunizações (PNI), Eder Gatti.
A
vacina contra o HPV é segura e fundamental na prevenção de diversos tipos
de câncer, como os de colo do útero, vulva, pênis,
garganta e pescoço. A estratégia de resgate contempla todos os cerca de 5,5 mil
municípios brasileiros e busca assegurar que adolescentes e jovens ainda não
vacinados tenham acesso à proteção.
A vacinação está
disponível nas Unidades Básicas de Saúde (UBS) e também é realizada por meio de
ações extramuros em escolas, universidades, ginásios esportivos e shoppings.
Para intensificar as ações, o Ministério da Saúde conta com apoio dos estados e
municípios.
Esquema
vacinal
A
vacinação contra o HPV faz parte da rotina do calendário
nacional para crianças e adolescentes de 9 a 14 anos. Desde 2024,
o Brasil adotou o esquema de dose única da vacina, substituindo o modelo
anterior de duas doses e simplificando o acesso à imunização.
Para
pessoas imunocomprometidas, como aquelas que vivem com HIV/Aids, pacientes
oncológicos e transplantados, o esquema vacinal permanece com três doses. A
mesma recomendação se aplica a usuários de PrEP entre 15 e 45 anos e a vítimas de violência
sexual a partir dos 15 anos.
Fonte _ Saúde.gov
sexta-feira, 19 de dezembro de 2025
Brasil recebe certificado da Opas pela eliminação da transmissão vertical do HIV
O
Brasil recebeu, nesta quinta-feira (18/11), o certificado da Organização
Mundial da Saúde (OMS) pela eliminação da transmissão vertical do HIV – da mãe
para o bebê. A entrega do certificado foi feita pelo diretor da Organização
Pan-Americana da Saúde (Opas/ OMS), Jarbas Barbosa, ao presidente Luiz Inácio
Lula da Silva e ao ministro da Saúde, Alexandre Padilha, durante cerimônia em
Brasília. Para a OMS, o Brasil alcançou um marco histórico.
“Eliminar
a transmissão do HIV de mãe para filho é uma grande conquista de saúde pública
para qualquer país, especialmente um tão grande e complexo como o Brasil”,
afirmou o diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus. “O Brasil mostrou
que, com compromisso político sustentado e acesso equitativo a serviços de
saúde de qualidade, todo país pode garantir que toda criança nasça livre do HIV
e que toda mãe receba o cuidado que merece”.
No
Dia Mundial de Luta contra a Aids (1/12), o Ministério da Saúde anunciou também
que o Brasil alcançou a menor taxa de mortalidade pela doença dos últimos anos.
Tais avanços são resultados da ampliação da testagem e oferta de tratamentos
mais modernos no Sistema Único de Saúde (SUS). A Fiocruz é parte fundamental
deste processo, com frentes de atuação que reforçam seu papel como Instituição
Pública Estratégica de Estado. A Fundação tem atividades abrangentes em áreas
de pesquisa, prevenção, diagnóstico e tratamento, além de formulação de
políticas públicas.
O
Instituto Nacional de Saúde da Mulher, da Criança e do Adolescente Fernandes
Figueira (IFF/Fiocruz) oferece assistência especializada e desenvolve pesquisas
que contribuem para o avanço na resposta ao HIV. Entre os serviços, destacam-se
a Enfermaria de Doenças Infecciosas Pediátricas (Dipe), o acompanhamento
pré-natal de gestantes vivendo com HIV, além da distribuição de preservativos
masculinos e femininos e a promoção de eventos educativos.
O
IFF conduz também estudos sobre a construção do vínculo mãe-bebê quando se vive
com HIV no período de gestação e maternidade, o abandono do tratamento em
capitais como Porto Alegre, Rio de Janeiro e Manaus, as experiências com a
profilaxia pré-exposição (PrEP) para HIV por mulheres cisgênero e transgênero,
as permanências da epidemia de significados de HIV/Aids após 45 anos e o
desenvolvimento motor e os fatores contextuais em lactentes expostos ao HIV.
Essas ações reforçam o compromisso institucional da Fiocruz com a prevenção, o
cuidado integral e a produção de conhecimento para enfrentar os desafios
impostos pelo HIV.
O
Instituto de Tecnologia em Fármacos (Farmanguinhos/Fiocruz), fornece ao SUS
anualmente dez antirretrovirais. Além disso, há, atualmente, seis projetos de
pesquisa e outros internos de desenvolvimento de medicamentos para novas
formulações. Farmanguinhos é pioneiro na produção nacional de antirretrovirais
(ARVs) como Zidovudina (AZT) – o primeiro medicamento para o tratamento da
doença. Em 1999, a história com os ARVs se iniciou com a produção do AZT para
distribuição em todo o país. O Instituto manteve o protagonismo com o
licenciamento compulsório do Efavirenz, em 2007. O processo foi crucial para a
redução de custos e permitiu o acesso universal.
Fiscalização
e controle de qualidade
A
Fundação atua também no controle de qualidade envolvendo prevenção e
diagnóstico: o Instituto Nacional de Controle de Qualidade em Saúde (INCQS/
Fiocruz) verifica a segurança dos preservativos masculinos – são realizados
testes físicos, para atestar sua resistência; testes microbiológicos, para
averiguar sua assepsia; e testes de citotoxicidade, para assegurar que seu
material não será tóxico para os usuários. O INCQS avalia também a conformidade
de kits de detecção do HIV.
O
INCQS age ainda na área de medicamentos e de produtos empregados em terapias e
transfusão de sangue, os chamados hemoderivados e hemocomponentes. Para os
medicamentos, o Instituto avalia desde suas embalagens até seus princípios
ativos. Também analisa os hemoderivados (as partes do sangue usadas em
terapias, como as albuminas e imunoglobulinas) e os hemocomponentes (as
plaquetas, hemácias, plasma, ou mesmo o sangue total, geralmente aplicados em
transfusões). Em estreita cooperação com a Agência Nacional de Vigilância
Sanitária (Anvisa), o INCQS realiza tanto o controle de lotes desses produtos,
como participa de ações de fiscalização e possíveis denúncias ou crises
sanitárias.
Fonte _ FioCruz
Instituto Butantan dará início à entrega de 1,3 milhão de doses da vacina contra a dengue ao Ministério da Saúde
O
Instituto Butantan, órgão ligado à Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo,
dá início na próxima semana à entrega de 1,3 milhão de doses da vacina contra
dengue para o Programa Nacional de Imunizações (PNI) do Ministério da Saúde. As
primeiras 300 mil doses serão entregues no início da próxima semana e, até o
final de janeiro de 2026, será entregue mais um milhão de doses. A Butantan-DV
é a primeira vacina do mundo em dose única contra a dengue. A assinatura do
contrato foi realizada nesta sexta-feira (19) entre o Instituto Butantan e o
Ministério da Saúde.
A
entrega está sendo possível porque, mesmo antes da aprovação pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária
(Anvisa), o Instituto Butantan já havia dado início, sob risco, à
produção do imunizante em seu parque industrial. Além disso, o Butantan fechou
uma parceria internacional com a empresa chinesa WuXi para aumentar a produção
e ampliar a entrega no segundo semestre de 2026.
“Mais um marco importante nessa jornada de conquistas da ciência brasileira. Com a formalização do acordo entre o Instituto Butantan e o Ministério da Saúde, daremos início à entrega das doses da vacina contra a dengue. Assim, em janeiro, será possível começar a colocar a vacina no braço dos brasileiros”, afirma o diretor do Instituto Butantan, Esper Kallás.
A Butantan-DV foi aprovada pela Anvisa para ser utilizada na
população brasileira de 12 a 59 anos. Nesse público, o imunizante mostrou
74,7% de eficácia geral, 91,6% de eficácia contra dengue grave e com sinais de
alarme e 100% de eficácia contra hospitalizações por dengue.
De
acordo com a estratégia anunciada pelo Ministério da Saúde, essas primeiras
doses entregues neste momento pelo Instituto Butantan serão destinadas aos
profissionais da Atenção Primária, que atuam nas Unidades Básicas de Saúde
(UBSs) e em visitas domiciliares. Com a ampliação da capacidade produtiva, o
ministério deverá estender a vacinação ao público geral, começando pelos
adultos de 59 anos e avançando gradualmente até atingir a faixa dos 15 anos.
Outros
públicos
O
Instituto Butantan pretende ampliar a faixa etária da vacina tanto para o
público pediátrico quanto para aquele acima de 60 anos. Para isso, já recebeu
aprovação da Anvisa para avaliar a vacina da dengue na população de 60 a 79
anos.
Se os resultados da pesquisa forem satisfatórios, será possível solicitar à agência reguladora a inclusão desse grupo nas recomendações do imunizante. Além disso, mais dados deverão ser coletados para avaliar a possível inclusão das crianças de 2 a 11 anos nas recomendações da vacina. Os estudos clínicos realizados já comprovaram que a vacina é segura nesta faixa etária.
Fonte _ Butantan
quinta-feira, 18 de dezembro de 2025
Ministério da Saúde intensifica vigilância de casos de gripe e reforça importância da vacinação
Ministério
da Saúde intensificou as ações de vigilância da Influenza A (H3N2), em especial do subclado K,
que, na América do Norte, tem sido mais frequente em países como Estados Unidos
e Canadá. A medida ocorre em resposta ao alerta epidemiológico emitido pela
Organização Pan-Americana da Saúde/Organização Mundial da Saúde (OPAS/OMS), que
aponta aumento de casos e de internações por gripe em países do hemisfério
norte associados a esse vírus, incluindo países da Europa e da Ásia.
No
Brasil, até o momento, foram identificados quatro casos do subclado K: um
importado, no Pará, associado a viagem internacional, e três no Mato Grosso do
Sul, que seguem em investigação para confirmação da origem. A amostra do caso
do Pará foi analisada pela Fiocruz/RJ, laboratório de referência nacional,
enquanto as amostras do Mato Grosso do Sul foram processadas pelo Instituto
Adolfo Lutz (SP). Nas duas situações, os Laboratórios Centrais de Saúde Pública
(Lacen) dos respectivos estados identificaram a presença do vírus e enviaram
para os laboratórios de referência nacional para sequenciamento, conforme os
protocolos da vigilância.
A
vigilância da influenza é feita a partir do monitoramento contínuo de casos de
síndrome gripal e de síndrome respiratória aguda grave (SRAG). Além disso,
as ações incluem identificação e diagnóstico precoces, investigação e
notificação imediata de eventos respiratórios incomuns, além do fortalecimento
das medidas de prevenção e do acesso a vacinas e antivirais para grupos de
risco.
As
vacinas disponibilizadas pelo SUS protegem contra formas graves da gripe,
inclusive as causadas pelo subclado K. Os grupos mais vulneráveis ao vírus são
os mesmos já contemplados como prioritários na campanha de vacinação. A
hesitação vacinal, cenário observado em países do América do Norte, contribui
para a maior circulação do vírus, especialmente em contextos de baixa adesão à
imunização.
Além
da imunização, o SUS oferece gratuitamente antiviral específico
para o tratamento da gripe, indicado principalmente para os públicos
prioritários, como estratégia complementar para reduzir o risco de agravamento
dos casos. Aderir à vacinação é a principal forma de prevenir casos
graves e reduzir hospitalizações.
Entenda
o subclado K
A
gripe é causada pelo vírus influenza, sendo o tipo A o mais frequentemente
associado a surtos e a quadros de maior gravidade. O subclado K corresponde a
uma variação genética da Influenza A (H3N2) e não se trata de um vírus novo.
Até
o momento, não há evidências de que essa variante esteja relacionada a maior
gravidade dos casos. O que se observa é uma circulação mais intensa e
antecipada em relação ao padrão esperado no hemisfério norte, o que resulta,
consequentemente, em um aumento do número de internações.
Os
sintomas são os já conhecidos da doença, como febre, dor no corpo, tosse e
cansaço, com atenção para sinais de agravamento, como falta de ar e piora
rápida do quadro.
A
vacinação ofertada anualmente em todo o país é a principal forma de evitar
casos graves e hospitalizações. Também são recomendadas medidas como o uso de
máscara por pessoas com sintomas, higienização das mãos e ventilação adequada
dos ambientes.
Cenário
epidemiológico
Em
2025, o Brasil registrou um comportamento fora do padrão do vírus Influenza A
(H3N2), com aumento de casos no segundo semestre, antes mesmo da identificação
do subclado K no país. Esse movimento começou na região Centro-Oeste e, na
sequência, se espalhou para estados de outras regiões. No momento, as regiões
Centro-Oeste e Sudeste já apresentam queda nos casos de SRAG associados à
Influenza, enquanto Norte e Nordeste ainda registram tendência de crescimento.
No
âmbito internacional, segundo a OPAS, o subclado K tem apresentado crescimento
acelerado na Europa e em diversos países da Ásia, onde já representa parcela
significativa das amostras de Influenza A (H3N2) analisadas. Na América do
Norte, Estados Unidos e Canadá também registram aumento sustentado da
circulação do vírus. Até o momento, não há evidências de padrão semelhante na
América do Sul.
O
acompanhamento do cenário internacional integra as avaliações semanais do
Ministério da Saúde e é divulgado no Informe Epidemiológico Semanal da
Vigilância das Síndromes Gripais, que reúne dados sobre influenza, covid-19 e
outros vírus respiratórios de relevância em saúde pública.
Fonte _ Saúde.gov
quarta-feira, 17 de dezembro de 2025
Linhagem do influenza A (H3N2) é identificada pela primeira vez no Brasil
O
novo subclado K do vírus influenza A (H3N2),
monitorado por autoridades de saúde internacionais, foi identificado pela
primeira vez no Brasil por pesquisadores da Fiocruz. Trata-se de uma
ramificação genética de um dos principais agentes causadores da influenza,
doença popularmente conhecida como gripe.
Inicialmente,
a amostra, coletada em Belém (PA), em 26 de novembro, foi analisada pelo
Laboratório Central do Estado do Pará (Lacen-PA), no âmbito das ações de
vigilância nacional de vírus respiratórios, coordenado pelo Ministério da
Saúde. A partir do resultado inicial de que se tratava de um vírus influenza
A (H3N2), a amostra foi encaminhada para caracterização genética no
Laboratório de Vírus Respiratórios, Exantemáticos, Enterovírus e Emergências
Virais do Instituto Oswaldo Cruz (IOC/Fiocruz), que atua como referência
nacional junto ao Ministério da Saúde e internacional junto à Organização
Mundial da Saúde (OMS) e Organização Pan-Americana da Saúde (Opas).
A
partir da utilização da técnica de sequenciamento genético, conduzida pelo
Laboratório do IOC/Fiocruz, foi possível determinar que se tratava da nova
linhagem. A amostra foi coletada de uma paciente do sexo feminino, adulta e
estrangeira, oriunda das ilhas Fiji. Os resultados foram prontamente informados
às autoridades de saúde locais e ao Ministério da Saúde, seguindo o fluxo
estabelecidos pela rede nacional de vigilância de vírus respiratórios, um dos
pilares do Sistema Único de Saúde (SUS).
Este
caso foi classificado como importado, sem evidências até o momento de
transmissão local associada ao subclado no país. “A vigilância de patógenos que
podem se propagar a partir de viajantes é uma ferramenta estratégica para a
prevenção em saúde. Esse monitoramento contribui para a detecção oportuna de
vírus emergentes e para a adoção de medidas que evitem a disseminação no país”,
explica a diretora técnica do Lacen-PA, Valnete Andrade.
Atenção
na Europa
A
detecção no Brasil do subclado K, também identificado como J.2.4.1,
ocorre em um cenário de maior atenção internacional ao influenza A.
Em dezembro, a OMS alertou para o aumento da circulação do vírus em diferentes
países, especialmente no Hemisfério Norte, onde a chegada do inverno favorece a
disseminação de infecções respiratórias. Na Europa, alguns países registraram
início antecipado da temporada de gripe, com predomínio do H3N2 e
aumento da identificação do subclado K em amostras analisadas.
A
virologista Marilda Siqueira, chefe Laboratório de Vírus Respiratórios,
Exantemáticos, Enterovírus e Emergências Virais do IOC, explica que no Brasil a
circulação atual do influenza A não está relacionada ao subclado
K. “Estamos observando, em diferentes estados, um pico secundário de
influenza H3 neste final de ano, mas o clado associado a esse
aumento não é o K. O que tem circulado aqui é o clado J.2.3”,
frisa.
Esse
cenário reforça que, até o momento, não há indícios de que o subclado K
esteja impulsionando o aumento de casos no país, embora a vigilância permaneça
intensificada diante da possibilidade de novas introduções e disseminação
interna. “A gravidade da infecção, como em outros casos de gripe, está
relacionada à presença de fatores de risco individuais, como idade avançada,
gestação e comorbidades, e, ainda, à falta de anticorpos contra o vírus
influenza”, comenta a pesquisadora Paola Resende, do mesmo laboratório.
As
especialistas ressaltam que a vacinação contra influenza segue sendo uma
ferramenta fundamental de proteção, especialmente para reduzir hospitalizações
e casos graves da doença. “A composição da vacina de influenza recomendada pela
Organização Mundial de Saúde foi atualizada em setembro para o próximo ano, com
cepas mais próximas dos clados atualmente em circulação, incluindo o subclado
K”, salienta Marilda. “É fundamental se vacinar. O Ministério da Saúde
realiza intensa campanha de vacinação todos os anos. E, mesmo para quem não se
vacinou durante a última campanha, vale ir até o posto de saúde mais próximo e
solicitar a imunização”, complementa Paola.
Além
da vacinação, as pesquisadoras reforçam medidas básicas de prevenção, como
higienização frequente das mãos, evitar contato próximo com outras pessoas
quando houver sintomas respiratórios, além de procurar atendimento médico o
mais breve possível, em especial, em caso de febre, e usar máscara de proteção
para cobrir boca e nariz.
Para
os serviços de saúde, a principal recomendação é o fortalecimento contínuo da
vigilância epidemiológica, laboratorial e genômica. “A rede global de
vigilância de vírus respiratórios, da qual o nosso laboratório faz parte, é
essencial para detectar precocemente a introdução de novos clados e para
subsidiar a atualização periódica das vacinas”, diz Marilda.
A
identificação do subclado K no Brasil representa a capacidade do
sistema de vigilância em detectar precocemente a introdução de novas variantes.
“Do ponto de vista da vigilância, esse achado mostra a sensibilidade e robustez
do nosso sistema de monitoramento. Conseguimos identificar precocemente a
possível introdução do subclado K, que, até o momento, foi
detectado em apenas um indivíduo, caracterizando um caso pontual”, finaliza
Paola.
Fonte _ FioCruz
Comissão do Senado aprova emenda que garante simetria na participação de profissionais de Enfermagem no plenário do Cofen
A Comissão
de Assuntos Sociais (CAS) do Senado Federal aprovou, nesta quarta-feira
(17), emenda ao Projeto de Lei 4.175/2023, que altera a Lei 5.905/1973, garantindo simetria na participação de enfermeiros,
técnicos e auxiliares de Enfermagem, do Conselho Federal de Enfermagem (Cofen)
e dos Conselhos Regionais de Enfermagem (Corens), no plenário da autarquia.
A
medida visa assegurar a proporção de três quintos de enfermeiros e dois quintos
de profissionais das demais categorias de Enfermagem reguladas em lei, com
um representante efetivo de cada uma das 26
unidades federativas e do Distrito Federal, e igual número de
suplentes.
O
Projeto de Lei segue para exame da Comissão de Constituição e Justiça
(CCJ) antes de ser votado pelo Plenário do Senado.
A
proposta de emenda foi debatida entre o Cofen, entidades representativas da
categoria e lideranças sindicais dos Técnicos de Enfermagem, resgatando, assim,
uma demanda histórica de representatividade de todos os segmentos da Enfermagem
nos espaços de decisão, como já é previsto nos Conselhos Regionais. A ampliação
dos integrantes fortalece a pluralidade, a legitimidade e o caráter democrático
do Sistema Cofen/Coren.
“Essa
aprovação representa uma conquista histórica para a Enfermagem brasileira. A
emenda garante equilíbrio, representatividade e justiça na composição dos
espaços de decisão, reconhecendo a importância de todas as categorias que
constroem, diariamente, o cuidado em saúde no país”, destacou o presidente do
Conselho Federal de Enfermagem (Cofen), Manoel Neri.
Manoel
Neri também agradeceu ao coordenador da Comissão Nacional de Técnicos e
Auxiliares de Enfermagem (Conatenf), Jefferson Caproni, pelo empenho na
proposição desse quantitativo de técnicos e auxiliares de Enfermagem no
plenário; ao presidente da Comissão de Assuntos Sociais do Senado, senador
Marcelo Castro (MDB-PI), à relatora da matéria, senadora Damares Alves
(Republicanos-DF), e aos senadores Marcos Rogério (PL-RO) e Magno Malta
(PL-ES). “O diálogo qualificado e a sensibilidade do Senado foram fundamentais
para avançarmos em uma pauta que fortalece a democracia interna do Sistema
Cofen/Conselhos Regionais e atende a uma demanda histórica da Enfermagem”,
afirmou.
Ampliação
do mandato dos membros do Sistema Cofen/Conselhos Regionais
Caso
o Projeto de Lei seja aprovado na Câmara dos Deputados e no Senado Federal, haverá
ampliação do mandato dos membros dos integrantes do Sistema Cofen/Conselhos
Regionais para as próximas eleições, que acontecem em 2026. O mandato poderá
ser estendido para quatro anos, admitida uma reeleição.
Multa
para quem não votar nas eleições
Na
proposta, também é prevista multa de 3% do valor da anuidade para profissionais
de Enfermagem que deixarem de votar, sem justa causa, nas eleições. A
iniciativa visa reduzir o valor de uma anuidade estipulada em lei para um valor
simbólico a ser aplicado pelos Conselhos Regionais.
Fonte _ Cofen
terça-feira, 16 de dezembro de 2025
Saúde reforça vacinação de gestantes contra bronquiolite antes do período de maior circulação do vírus
Ministério
da Saúde faz um alerta para que gestantes a partir da 28ª semana se vacinem
contra o vírus sincicial respiratório (VSR) principal causador da bronquiolite em bebês menores
de dois anos. A estratégia, inédita no Sistema Único de Saúde (SUS),
busca garantir proteção antes do período de maior circulação do vírus, que
tende a se intensificar a partir de fevereiro, com pico nos meses de abril e
maio.
A
imunização permite a transferência de anticorpos da mãe para o bebê ainda
durante a gravidez, protegendo a criança nos primeiros seis meses de vida, fase
de maior vulnerabilidade às formas graves da doença. Mais de 673 mil doses do
primeiro lote foram distribuídas aos estados, com 88,4 mil aplicadas desde 3 de
dezembro.
“Ao
vacinar as gestantes, garantimos que os bebês já nasçam protegidos, reduzindo
internações, o sofrimento das famílias e mortes evitáveis. Por isso, é
fundamental que todas as gestantes a partir da 28ª semana procurem a unidade
básica de saúde mais próxima para se vacinar”, afirmou o ministro da Saúde,
Alexandre Padilha.
Para
viabilizar a estratégia, o Ministério da Saúde distribuiu no início de dezembro
o primeiro lote de 673 mil doses da vacina a todos os estados e ao Distrito
Federal, conforme cronograma pactuado com gestores estaduais e municipais. Ao
todo, a pasta adquiriu 1,8 milhão de doses. A estimativa é de que a vacinação possa evitar cerca de 28 mil internações
por ano e beneficiar aproximadamente dois milhões de recém-nascidos.
A
vacina é produzida pelo Instituto Butantan, em parceria com a farmacêutica
Pfizer, no âmbito de uma Parceria para o
Desenvolvimento Produtivo (PDP) firmada em setembro. Além de
garantir o fornecimento imediato ao SUS, o acordo prevê a transferência de
tecnologia e a produção nacional de até 8 milhões de doses por ano,
fortalecendo a soberania sanitária e a capacidade produtiva do país.
O
VSR segue como o principal causador de infecções respiratórias agudas graves em
crianças menores de dois anos. O vírus é altamente transmissível e responde por
cerca de 80% dos casos de bronquiolite e 60% das pneumonias nessa faixa etária.
Fonte _ Saúde.gov
quinta-feira, 11 de dezembro de 2025
CCJ do Senado aprova proposta que fixa em 36 horas o limite máximo para a jornada de trabalho
A
Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado aprovou
nesta quarta-feira (10) uma proposta de emenda à Constituição que reduz
a jornada máxima de trabalho para 36 horas semanais. Atualmente o
limite da jornada é de 44 horas por semana.
A
PEC prevê o fim da chamada escala 6x1. Travada há dez anos na Casa, a
proposta ganhou fôlego após manifestações e uma mobilização popular, que já
reuniu mais de 1,5 milhão de assinaturas a favor do texto. Em
um rito mais demorado, a Câmara também discute uma PEC semelhante.
⏰O texto limita o trabalho diário a
8 horas, com carga máxima semanal de 36 horas, distribuídas em até cinco
dias por semana, sem possibilidade de redução de salário.
🗓️Além disso, fixa o direito a pelo
menos dois dias consecutivos de repouso remunerado, preferencialmente
aos sábados e domingos.
A votação
da proposta foi simbólica, e seguirá para análise do plenário do
Senado. Caso seja aprovado, o texto ainda precisa receber o aval da Câmara dos
Deputados.
Segundo
o relator, senador Rogério Carvalho (PT-SE), o objetivo da proposta é assegurar
maior tempo de descanso aos trabalhadores, sem prejuízos financeiros.
O
texto foi inserido de última hora na pauta da reunião da CCJ desta quarta (10).
- A proposta
estabelece uma transição de forma escalonada: no ano seguinte
à promulgação, a carga horária máxima semanal será de 40 horas.
- Haverá ainda
uma redução de uma hora por ano até chegar a 36 horas, sem prejuízo
salarial.
"Ao
estabelecer a implantação do novo limite de forma gradativa, garante-se
segurança jurídica aos empregadores e assegura-se a existência de um período de
planejamento, seja para a adequação das escalas de trabalho, seja para a
contratação de novos empregados", afirmou o relator, Rogério Carvalho.
"A
transição progressiva permitirá o monitoramento dos impactos econômicos,
viabilizando ajustes pelos empregadores nos setores atingidos, caso sejam
necessários", prosseguiu.
A
redução da jornada passou a ser uma das principais pautas do PT e de membros do
governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
⏰O modelo de escala 6x1 é comum em
setores como restaurantes, mercados, saúde e serviços, por exemplo. A escala
prevê que o profissional com carteira assinada trabalhe seis dias da semana
consecutivos e tenha um dia de descanso.
Resistência
no Congresso
O
fim da escala 6x1 enfrenta resistências entre deputados e senadores tanto da
oposição quanto da base governista. Ambos os lados argumentam sobre possíveis
impactos negativos para a economia e para os empregadores.
O
tema já foi discutido em outras ocasiões no Congresso, mas os textos nunca
chegaram a ser votados nos plenários das Casas.
Em
2009, depois de 14 anos de discussão na Câmara, uma comissão especial aprovou,
por unanimidade, uma PEC que reduzia a jornada máxima para 40 horas semanais. A
proposta ficou apta a ser votada pelo plenário, mas nunca foi pautada.
Apesar
de diversos pedidos para que o texto fosse incluído na agenda de votações, a
PEC foi arquivada em 2023.
Em
2019, uma outra PEC sobre a redução de jornada também foi apresentada à Câmara
pelo deputado Reginaldo Lopes (PT-MG), com o apoio de mais 190 deputados. O
texto propõe reduzir a jornada para 36 horas semanais, com um período de
transição de 10 anos.
A
proposta foi enviada à CCJ e chegou a entrar na agenda de votação do colegiado
em novembro de 2023. Deputados de oposição conseguiram, porém, aprovar um
requerimento que pedia a retirada de pauta da PEC por 30 votos a 25. Depois
disso, o texto nunca mais voltou à programação da CCJ.
Fonte _ G1
Ministério da Saúde lança em Brasiléia (AC) carreta de saúde da mulher do programa Agora Tem Especialistas
Na
terceira rodada de deslocamento das carretas do programa Agora Tem Especialistas, outros 15 municípios
brasileiros passam a receber, a partir desta sexta-feira (12), as unidades
móveis de saúde do governo federal, que levam atendimentos de saúde da mulher, oftalmológicos e de exames de
imagem até regiões onde a população enfrenta dificuldades de acesso, alta
demanda por assistência especializada e pouca estrutura de saúde. O
município de Brasiléia, no Acre, recebe, pela primeira vez, a carreta
do programa, especializada em saúde da mulher, que veio da capital
Rio Branco, onde prestou atendimentos.
Para
ampliar ainda mais seu alcance, o Agora Tem Especialistas recebeu o
reforço com quatro novas unidades móveis, que se somam
às unidades já em atendimento,
totalizando 39 carretas distribuídas em 24 estados e
no Distrito Federal. Além de Brasiléia, nesta nova rodada
recebem as carretas, nesta sexta-feira (12) e na próxima semana, as
seguintes cidades: Porto Grande (AP), São Caetano do Sul (SP), Tauá
(CE), Mauriti (CE), Santa Cruz (RJ), Santa Izabel (PA), Bayeux (PB),
Ji-Paraná (RO), Firminópolis (GO), Princesa Isabel (PB), Cariacica
(ES), Parnamirim (RN), Canoinhas (SC) e Ariquemes (RO).
Para
reduzir o tempo de espera por consultas, exames e cirurgias, todas as unidades
móveis estruturadas com equipamentos, insumos e equipes multiprofissionais
atuam para desafogar a demanda reprimida por serviços especializados de saúde,
zerando a fila por atendimento. É o que aconteceu
com sete municípios: em Ceilândia (DF), Patos (PB),
Garanhuns (PE), Arapongas (PR), Japeri (RJ) e Humaitá (AM) as pessoas
que precisavam fazer diagnóstico de câncer de mama e exames ginecológicos foram atendidas;
e, em Ribeirão Preto (SP), onde todos que estavam na fila
para fazer cirurgia de catarata realizaram o
procedimento. Nesse município paulista, 720 pessoas voltaram a
enxergar.
“O
programa Agora Tem Especialistas seguirá avançando para ampliar o acesso ao
atendimento especializado para a população brasileira. Já estamos em 24 estados
e no DF e vamos crescer ainda mais no país inteiro,
atendendo as necessidades apontadas pelos
municípios e levando a carreta para onde ela é mais
necessária”, afirma o ministro da Saúde, Alexandre Padilha.
Os
pacientes são agendados e encaminhados pelas secretarias estaduais ou
municipais de saúde, de acordo com os critérios definidos por suas centrais de
regulação.
Assistência
em todo o território nacional
As 31 carretas
de saúde da mulher oferecem consultas especializadas, mamografias,
ultrassonografias pélvicas e transvaginal e até biópsias para diagnosticar
precocemente câncer de mama e de colo de útero. Os cinco
procedimentos mais frequentes estão relacionados ao diagnóstico de câncer de
mama e avaliação ginecológica, visto que juntos representam 67,61% de todo o
atendimento, reforçando a importância da oferta do Agora Tem Especialistas e do
compromisso do governo federal com a saúde da mulher.
Outras
cinco carretas são especializadas em exames de imagem, como tomografias e
ultrassonografia mamária bilateral, além de punção de mama por agulha grossa;
biópsia/exérese de nódulo de mama; e exame anatomopatológico de mama, que são
fundamentais para o diagnóstico precoce de doenças e para auxiliar o
profissional sobre os próximos passos do tratamento. Além disso, as três
carretas oftalmológicas contam com vários procedimentos como mapeamento de
retina e ultrassom ocular, além de cirurgias de catarata.
Mais
acesso e cuidado especializado
O
Agora Tem Especialistas é uma iniciativa para apoiar estados e municípios e tem
em andamento várias ações, com a mobilização da estrutura de saúde da rede
pública e privada. Para aumentar a oferta de atendimento do SUS e
reduzir o tempo de espera, oferece, além das carretas, mutirões, ampliação do
horário de atendimento em policlínicas, provimento de mais médicos
especialistas, atendimento aos pacientes da rede pública em hospitais privados,
entre outros.
Fonte _ Saúde.gov
quarta-feira, 10 de dezembro de 2025
Ministério da Saúde dispõe valores da Décima Terceira Parcela referentes ao Piso da Enfermagem
O
Ministério da Saúde publicou a Portaria
GM/MS Nº 8.964, de 26 de novembro de 2025, que estabelece os valores da
décima terceira parcela do exercício de 2025 da assistência financeira
complementar destinada ao cumprimento do Piso Salarial Nacional da Enfermagem.
A
medida garante o repasse de recursos federais a estados, municípios e ao
Distrito Federal, conforme previsto no Título IX-A da Portaria de Consolidação
GM/MS nº 6, de 28 de setembro de 2017. Mas atenção, o cálculo para o pagamento
da décima terceira parcela aos profissionais deve observar a proporcionalidade
e o tempo efetivamente trabalhado por cada profissional.
Os
valores por ente federativo estão disponíveis no anexo da portaria, publicada
no Diário Oficial da União.
Acesse
a íntegra da Portaria GM/MS Nº 8.964, de 26 de novembro de 2025
O
Fundo Nacional de Saúde (FNS) reforça a importância de manter atualizadas as
informações dos profissionais de enfermagem no sistema InvestSUS Gestão,
garantindo a adequada distribuição dos recursos.
Em
caso de dúvidas, o canal de atendimento do Ministério da Saúde é o Disque 136.
Fonte _ FNS
Utilidade Pública
MJSP
lança Programa Captura para intensificar a busca por criminosos de alta
periculosidade em todo o País
Em
uma iniciativa inédita, o ministro da Justiça e Segurança Pública, Ricardo
Lewandowski, lançou, nesta segunda-feira (8), o Programa Captura. A ação de
articulação nacional é voltada à identificação, à localização e à prisão de
criminosos considerados de alta periculosidade. A medida visa cumprir mandados
de prisão cuja execução é estratégica para enfrentar organizações criminosas e
reduzir a criminalidade violenta no Brasil.
O
Programa é coordenado pela Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp).
Uma de suas principais ferramentas é o site gov.br/captura, que disponibiliza, de forma integrada e transparente,
a lista dos 216 foragidos mais procurados do País. O critério de escolha desse
material foi estabelecido pela Portaria MJSP nº 570/2023, publicada em 21 de
dezembro de 2024, e regulamentado pelo Despacho nº 80/2025, assinado pelo
ministro da Justiça e Segurança Pública, Ricardo Lewandowski.
Cada
Unidade da Federação indicou oito alvos prioritários com base em uma matriz de
risco. Essa matriz avaliou aspectos como gravidade e natureza do crime
cometido, vinculação com organizações criminosas, existência de múltiplos
mandados de prisão e atuação interestadual. A iniciativa também fomenta o
intercâmbio de informações entre os entes federados e estimula a colaboração
direta da população. Denúncias anônimas podem ser feitas pelos canais 190 e
197.
Integração
nacional e atuação local
O
Programa Captura foi concebido como uma ação estruturante do Sistema único de
Segurança Pública (Susp), com foco em operações integradas entre as Polícias
Civis, Militares e as unidades de inteligência estaduais e federais. A lista
dos procurados, disponível no portal institucional, permite que os órgãos de
segurança de todo o País identifiquem os alvos prioritários de outras Unidades
da Federação. Isso facilita operações conjuntas, acelera diligências e
potencializa a captura interestadual de foragidos.
A
portaria estabelece que o cadastro poderá ser atualizado semestralmente ou, em
casos excepcionais devidamente justificados, a qualquer tempo. Essa
flexibilidade assegura que o banco de alvos estratégicos permaneça coerente com
a dinâmica criminal em constante evolução.
Atuação
reforçada no Rio de Janeiro
Como
parte da estratégia de enfrentamento ao crime organizado, o MJSP instalará uma
célula operacional do Programa Captura no estado do Rio de Janeiro. A medida
responde à constatação de que criminosos de diferentes regiões do Brasil
frequentemente se ocultam em áreas do estado fluminense. A nova estrutura
permitirá apoio direto às polícias estaduais e maior agilidade na troca de
informações para a localização de foragidos.
Capacitação
e boas práticas
O
programa prevê o intercâmbio de boas práticas entre as forças policiais e a
realização de ações de capacitação e aperfeiçoamento profissional. O foco é a
atuação qualificada das equipes responsáveis pela execução dos mandados. A
proposta é consolidar uma cultura de excelência no cumprimento das ordens
judiciais e fortalecer a resposta do Estado à impunidade.
Com
o Programa Captura, o MJSP reafirma seu compromisso com a articulação
federativa, a transparência e o uso de inteligência estratégica no
enfrentamento da criminalidade de maior impacto social.
Sistema
de inteligência contra o crime organizado
Ainda
nesta segunda-feira (8), o ministro Ricardo Lewandowski instituiu, por meio da
Portaria MJSP nº 847/2025, o Sistema Nacional de Inteligência para
Enfrentamento ao Crime Organizado (Orcrim). A medida cria um repositório seguro
e estratégico de informações de inteligência voltado ao combate às organizações
criminosas.
O
novo sistema tem como objetivos promover a integração entre os órgãos de
segurança, permitir a interoperabilidade entre bancos de dados e unificar
metodologias de identificação de indivíduos ligados a estruturas criminosas. O
acesso será restrito às agências de inteligência da Polícia Federal, Polícia
Rodoviária Federal, das Polícias Civis e Militares dos estados e do Distrito
Federal, além das secretarias estaduais de segurança pública e dos sistemas
penitenciários.
A
governança do Orcrim ficará sob responsabilidade da Senasp, que também definirá
normas técnicas para adesão, operação e tratamento de dados.





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