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quinta-feira, 22 de janeiro de 2026

InfoGripe: Acre e Amazonas têm aumento de hospitalizações por influenza A

 


A nova edição do Boletim InfoGripe da Fiocruz, divulgada nesta quinta-feira (22/1), sinaliza que os estados do Acre e do Amazonas continuam com incidência de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) em nível de risco e com sinal de crescimento na tendência de longo prazo. O aumento acelerado de casos de SRAG nesses estados vem sendo impulsionado principalmente pela influenza A, que tem levado ao crescimento do número de hospitalizações tanto em crianças pequenas, quanto em jovens, adultos e idosos.

No cenário nacional há sinalização de queda de casos de SRAG nas tendências de longo prazo (últimas seis semanas) e de curto prazo (últimas três semanas). A análise é referente à Semana epidemiológica 2, período de 11 a 17 de janeiro. Nas quatro últimas semanas epidemiológicas, a prevalência no país entre os casos positivos foi de 20,5% de influenza A, 2,6% de influenza B, 8,5% de vírus sincicial respiratório, 33,2% de rinovírus e 19,3% de Sars-CoV-2 (Covid-19). Entre os óbitos, a presença destes mesmos vírus entre os positivos e no mesmo recorte temporal foi de 29,4% de influenza A, 3,2% de influenza B, 4,8% de vírus sincicial respiratório, 19% de rinovírus e 32,5% de Sars-CoV-2 (Covid-19). A análise é referente à Semana Epidemiológica 2, período de 11 a 17 de janeiro.

A pesquisadora do Programa de Computação Científica da Fiocruz e do InfoGripe, Tatiana Portella, recomenda que a população do Amazonas e Acre adote medidas de proteção, tais como o uso de máscaras em postos de saúde, e em locais fechados com maior aglomeração de pessoas. “É fundamental que as pessoas do grupo prioritário, a exemplo das crianças, idosos, indígenas e pessoas que apresentam comorbidade tome a vacina o quanto antes, que já começou na Região Norte”, reforçou Portella.

Estados e capitais

No Ceará, em Pernambuco e em Sergipe, as hospitalizações por influenza A seguem apresentando sinal de interrupção do crescimento ou início de queda. Na Paraíba também se observa um leve sinal de aumento das hospitalizações por VSR, porém ainda sem refletir crescimento de casos de SRAG nas crianças pequenas. Apenas 3 das 27 capitais apresentam nível de atividade de SRAG em alerta, risco ou alto risco (últimas duas semanas) com sinal de crescimento de SRAG na tendência de longo prazo (últimas seis semanas) até a Semana 2: Manaus (AM), Cuiabá (MT) e São Luís (MA).

Incidência e mortalidade

Em nível nacional, observa-se uma tendência de estabilidade ou leve queda dos casos de SRAG em todas as faixas etárias. Os dados referentes aos resultados laboratoriais por faixa etária mostram que a redução ou estabilidade do número de novos casos de SRAG nas diferentes faixas etárias se deve à baixa atividade de diversos vírus respiratórios. A exceção é a Influenza A, que, apesar da baixa circulação na maioria dos estados, tem impulsionado o aumento de SRAG no AC e AM.

A incidência e a mortalidade semanais médias, nas últimas oito semanas epidemiológicas, mantêm o padrão característico de maior impacto nos extremos das faixas etárias analisadas. A incidência de SRAG é mais elevada entre as crianças pequenas, enquanto a mortalidade se concentra principalmente nos idosos. A incidência de SRAG por SARS-CoV-2 e influenza A é maior entre crianças pequenas e idosos, enquanto a mortalidade tem maior impacto entre os idosos. Em relação aos demais vírus com circulação relevante no país, o impacto nos casos de SRAG tem se concentrado entre as crianças pequenas e está associado principalmente ao rinovírus e ao metapneumovírus.

Dados epidemiológicos

Referente ao ano epidemiológico de 2026, já foram notificados 1.765 casos de SRAG, 399 (22,6%) com resultado laboratorial positivo para algum vírus respiratório, 611 (34,6%) negativos e ao menos 615 (34,8%) aguardando resultado. Dados de positividade para semanas recentes estão sujeitos a grandes alterações em atualizações seguintes por conta do fluxo de notificação de casos e inserção do resultado laboratorial associado.

Boletim InfoGripe é uma estratégia do Sistema Único de Saúde (SUS) voltada ao monitoramento de casos de SRAG no país. A iniciativa oferece suporte às vigilâncias em saúde na identificação de locais prioritários para ações, preparações e resposta a eventos em saúde pública.

Fonte _ FioCruz

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