A
ilustração de um Sol abaixo já dá uma pista sobre o tema. Afinal, quando
falamos em vitamina D, é difícil não associá-la à luz
solar.
Ela
atua no organismo como um hormônio e diferentemente de outras vitaminas,
obtidas principalmente pela alimentação, a maior parte da vitamina D é
produzida pela própria pele após a exposição aos raios ultravioleta.
Cuidado
com o Sol. A SBD (Sociedade
Brasileira de Dermatologia) orienta evitar a exposição sem proteção,
especialmente entre 10h e 15h, período de maior incidência de radiação UVB.
Quanto tempo é necessário? Não há uma resposta única. O
tempo varia conforme fatores como cor da pele, idade, localização geográfica e
estação do ano.
↳ Em geral, quem pratica atividades físicas
ou trabalha ao ar livre com frequência tende a ter menor risco de deficiência
de vitamina D.
Mas
por que manter níveis adequados é tão importante? Sua principal função é
auxiliar o organismo na absorção de cálcio, por isso...
Com vitamina D, o organismo:
- absorve
melhor o cálcio dos alimentos;
- fortalece
ossos e músculos;
- mantém o
sistema imunológico funcionando adequadamente.
Efeitos
da falta de vitamina D:
- fraqueza
muscular;
- dor nos
ossos;
- maior risco
de quedas e fraturas;
- alterações no
funcionamento dos músculos;
- impacto no
sistema imunológico;
- possíveis
efeitos sobre a função cardíaca.
Alimentação
ajuda? Sim,
mas isoladamente não é suficiente para suprir as necessidades do organismo.
"A alimentação fornece aproximadamente 20% da vitamina D circulante",
afirma Celso Cukier, nutrólogo do Einstein Hospital Israelita. "As
principais fontes estão relacionadas às proteínas e gorduras, especialmente de
origem animal", explica.
Como saber o nível de vitamina D? Com um exame de sangue que
mede a 25-hidroxivitamina D, principal indicador das reservas do organismo.
↳ Um nível ao redor ou abaixo de 20 ng/ml é
geralmente considerado deficiência, diz Castro.
Quando
o exame aponta níveis baixos, surge uma dúvida comum: é preciso
suplementar?
Nesse
caso, o uso de vitamina D deve ser equilibrado e, de preferência, acompanhado
por um médico ou nutricionista. A orientação profissional ajuda a definir a
dose adequada e a evitar os riscos da automedicação.
"Tomar
suplementos por influência da mídia ou do marketing não garante mais
força, saúde muscular
ou imunidade. O organismo depende de equilíbrio e bons hábitos", afirma o
médico.
Mas
atenção: a
suplementação em doses elevadas também oferece riscos. Pode causar intoxicação.
↳ A ingestão exagerada aumenta a concentração
de cálcio no sangue e pode provocar cálculos renais, calcificação dos rins e
insuficiência renal aguda.
"A
recomendação varia de 400 a 600 UI (unidades internacionais) para crianças e
adolescentes e de 1.000 a 2.000 UI para adultos e idosos", afirma a médica
Marise Castro, diretora científica da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e
Metabologia.
Ela alerta para a soma das doses. Polivitamínicos, whey protein e outros
suplementos podem conter vitamina D. Quando vários produtos são consumidos ao
mesmo tempo, a quantidade diária pode ultrapassar o necessário.
Todo
mundo precisa suplementar? Não. A indicação costuma ser feita
para pessoas com deficiência comprovada ou com condições que prejudicam a
absorção ou o metabolismo da vitamina D, como osteoporose e outras doenças
ósseas.
O
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Fonte _ Folha/SP

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