sexta-feira, 25 de maio de 2018

Polícia interdita curso técnico no Rio suspeito de emitir diplomas inválidos

Policiais da Delegacia do Consumidor (Decon) interditaram parcialmente um curso para formar técnicos de Enfermagem na última quarta-feira (23). Os policiais descobriram que, além de não ter autorização para funcionar, o estabelecimento também mantinha uma parceria ilegal com um colégio para emitir diplomas inválidos.

A ação fez parte da primeira fase da operação “Diploma Legal”. Durante a investigação, a polícia constatou que a fraude envolvia o laboratório do Colégio João Lyra Filha, em Quintino, na Zona Norte, e o curso Nutrix, com sede na Avenida Presidente Vargas, no Centro.
Segundo a investigação, o Nutrix oferecia o curso de técnico com duração de 15 meses, cobrando R$ 230 por mês aos estudantes. Depois os alunos que se inscreviam eram certificados pelo colégio, que emitia um diploma inválido.
Entre as irregularidades no funcionamento do curso, os policiais apuraram que a instituição não tinha supervisores para estágios em Enfermagem. Após a interdição, os agentes conduziram à delegacia uma das pessoas responsáveis pelo curso. Documentos também foram apreendidos.
A unidade também foi notificada pela Secretaria de Educação (Seeduc) e pelo Conselho Regional de Enfermagem (Coren).
Segundo a investigação, os alunos realizavam os estágios obrigatórios em hospitais públicos sem a supervisão do corpo docente, como determina a legislação. A polícia indiciou os responsáveis por estelionato, falsidade ideológica e formação de quadrilha. A Decon vai investigar, ainda, a participação de mais pessoas e outras unidades de ensino na chamada “máfia dos diplomas”.
Segundo a delegada Daniela Terra, titular da Decon, é fundamental que interessados em fazer um curso técnico procurem instituições reconhecidas. “Infelizmente é muito comum encontrarmos cursos não reconhecidos que fazem propaganda enganosa. E pior: não formam profissionais habilitados para suas funções, colocando em risco a vida e integridade física da população”, explicou a delegada.
A defesa do Nutrix afirmou que não havia oferta de um curso técnico, e sim um contrato de parceria para qualificação. No entanto, o contrato de parceria apreendido pela Polícia Civil, com data de 1 de junho de 2017, traz o seguinte texto: “A Nutrix utilizará dependências do colégio para ministrar cursos técnicos e de especialização na área de saúde, podendo aproveitar as competências do colégio e concluindo o curso técnico em enfermagem, sendo diplomados pelo colégio”.
Em nota, a Secretaria de Educação informou que a operação é “emblemática no sentido de deixar claro para a sociedade que o Estado não vai tolerar e combaterá firmemente qualquer iniciativa que venha lesar a população com cursos não registrados e irregulares”.
Fonte_COFEN

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