Divulgada
nesta quinta-feira (6/11), a mais recente edição do Boletim InfoGripe da
Fiocruz chama atenção para a manutenção do aumento do número de
casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) por influenza A
em São Paulo, Espírito Santo e Rio de Janeiro. O número de casos graves pelo
vírus começa a apresentar início de aumento também na Bahia.
O atual cenário
alerta que a Covid-19 segue em tendência de crescimento em alguns estados. As
notificações dos casos graves do vírus continuam aumentando no Paraná, Santa
Catarina e São Paulo, porém ainda em níveis baixos de incidência. No Espírito
Santo, os casos de SRAG nos idosos associados à Covid-19 estão estáveis, mas
ainda em níveis moderados de incidência.
A análise é
referente à Semana epidemiológica 44, de 26 de outubro a 1º de
novembro. O InfoGripe é uma estratégia do Sistema Único de Saúde (SUS)
voltada ao monitoramento de casos de SRAG no país. A iniciativa oferece suporte
às vigilâncias em saúde na identificação de locais prioritários para ações,
preparações e resposta a eventos em saúde pública.
A pesquisadora
Tatiana Portella, do Programa de Computação Científica da Fiocruz e responsável
pelo InfoGripe, ressalta que em relação às crianças pequenas o estudo verificou
em Sergipe uma alta atípica, para esta época do ano, de SRAG por vírus sincicial
respiratório (VSR) em crianças pequenas.
O Boletim sublinha
que três estados apresentam incidência de SRAG em nível de alerta, risco e alto
risco, com tendência de crescimento: Mato Grosso do Sul, Paraíba e Tocantins.
No Mato Grosso do Sul e na Paraíba o aumento de SRAG tem se concentrado nas crianças
pequenas e tem sido impulsionado em grande parte pelo rinovírus.
Em Tocantins o
número de casos de SRAG tem aumentado principalmente na faixa etária a partir
dos 50 anos. Ainda não há dados laboratoriais suficientes no estado para
determinar o vírus responsável pelo crescimento. Contudo, é possível que esse
aumento esteja sendo impulsionado pela influenza A, devido à faixa etária mais
afetada, e a proximidade do estado com Goiás e o Distrito Federal, que
apresentaram uma alta recente de casos graves pelo vírus.
“Continuamos
recomendando ações de etiqueta respiratória, como cobrir a boca com o braço ao
tossir ou espirrar, fazer isolamento dentro de casa ou usar uma boa máscara em
locais públicos em casos de aparecimento de sintomas de gripe ou resfriado. E,
por último e não menos importante, manter a vacinação contra a influenza e a
Covid-19 sempre em dia, especialmente para a população que apresenta maior
risco de desenvolver quadros graves ou ir a óbito por esses vírus, como
crianças pequenas, idosos e pessoas com alguma comorbidade. E pessoas que
possuem maior exposição ao vírus como profissionais da área da saúde”, afirma a
pesquisadora.
Estados e capitais
Em nível nacional,
os casos de SRAG apresentam sinal de estabilidade nas tendências de longo e de
curto prazo. Três das 27 unidades federativas apresentam incidência de SRAG em
nível de alerta, risco ou alto risco (últimas duas semanas) com sinal de crescimento
na tendência de longo prazo (últimas 6 semanas) até a Semana 44: Mato Grosso do
Sul, Paraíba e Tocantins. No Espírito Santo, os casos de SRAG entre os idosos
associados à Covid-19 estão estáveis, mas continuam em um patamar considerado
moderado para o estado. Sobre o VSR, apenas Sergipe apresenta uma alta recente
de casos graves do vírus em crianças pequenas.
O estudo verificou
que 3 das 27 capitais apresentam nível de atividade de SRAG em alerta, risco ou
alto risco (últimas duas semanas) com sinal de crescimento de SRAG na tendência
de longo prazo (últimas 6 semanas) até a semana 44: Florianópolis (SC), João
Pessoa (PB) e Palmas (TO).
Dados
epidemiológicos
Referente ao ano
epidemiológico 2025 já foram notificados 204.086 casos de SRAG, sendo 107.393
(52,6%) com resultado laboratorial positivo para algum vírus respiratório,
74.297 (36,4%) negativos e ao menos 9.174 (4,5%) aguardando resultado
laboratorial. Dados de positividade para semanas recentes estão sujeitos a
grandes alterações em atualizações seguintes por conta do fluxo de notificação
de casos e inserção do resultado laboratorial associado.
Dentre os casos
positivos do ano corrente, observou-se 23,2% de influenza A, 1,2% de influenza
B, 40,1% de vírus sincicial respiratório, 28,2% de rinovírus e 8,2% de
Sars-CoV-2 (Covid-19). Nas quatro últimas semanas epidemiológicas, a
prevalência entre os casos positivos foi de 24,8% de influenza A, 1,3% de
influenza B, 6,4% de vírus sincicial respiratório, 37,8% de rinovírus, e 14,4%
de Sars-CoV-2 (Covid-19).
Óbitos
Referente aos
óbitos de SRAG em 2025, já foram registrados 12.151 óbitos de SRAG, sendo 6.216
(51,2%) com resultado laboratorial positivo para algum vírus respiratório,
4.804 (39,5%) negativos e ao menos 194 (1,6%) aguardando resultado
laboratorial. Dentre os óbitos positivos do ano corrente, observou-se 49,4% de
influenza A, 1,8% de influenza B, 11,6% de vírus sincicial respiratório, 14,4%
de rinovírus e 23,4% de Sars-CoV-2 (Covid-19). Nas quatro últimas semanas
epidemiológicas a prevalência entre os óbitos positivos foi de 24,7% de
influenza A, 2% de influenza B, 3,5% de vírus sincicial respiratório, 28,8% de
rinovírus e 39,4% de Sars-CoV-2 (Covid-19).
Fonte _ FioCruz

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